The Wolf of Wall Street, 2013

by João Bertonie

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“O lobo de Wall Street” foi classificado pela crítica internacional como uma black comedy. Ao assistir esse novo filme do Scorsese, você percebe que é este é um termo ideal para essa comédia. São três horas de um humor escandaloso, escatológico e extremamente divertido. Este talvez seja o filme mais divertido do ano. É um “Se beber, não case” com uma direção sofisticada e uma metragem inusual.

Um dos maiores trunfos de “O lobo” é seu roteiro totalmente amoral. O protagonista, um corretor pilantra e inescrupuloso vivido competentemente pelo Dicaprio, não recebe nenhum julgamento ou é punido pelas suas más ações – na verdade, fica a impressão de que ocorre o contrário, e de que o seu final não é dos piores. Há também certo prazer sádico ao ver o Leonardo Dicaprio – um ator respeitado em Hollywood que até então só tinha feito dramas e thrillers – se arrastar no chão de forma cômica e deprimente numa overdose de drogas vencidas. Vou ficar feliz se o Dicaprio ganhar o Oscar de melhor ator por esse papel (talvez ele tenha alguma chance contra Matthew McConaughey, de “Dallas Buyers Club”, dependendo da campanha que ele tiver nas próximas semanas); seria no mínimo interessante vê-lo ganhar por uma comédia, mesmo que ele tenha potencial para interpretar personagens com mais profundidade psicológica.

Texto originalmente publicado no meu blog pessoal, em janeiro deste ano: “the wolf of wall street“.

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